Poemas providos da minha mais aguçada imaginação. Espressão de pensamentos e sentimentos antes presos em minha mente e agora disponíveis a todos que os queiram conhecer.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Corpo de Cinzas
Corro, corro apressado.
Corro pra chegar ao meu destino.
O sangue que corre em minhas veias ferve,
Devido à grande adrenalina dessa corrida para o meu lar.
Corro, corro para meu destino,
Preciso sair deste lugar que não foi feito pra mim.
Este lugar de tantas desgraças e catástrofes.
O suor que escorre em meu corpo me queima com um efeito de um poderoso ácido.
As minhas veias estão penduradas.
Sofro tanto neste lugar.
Neste lugar de miséria.
Não paro.
Apesar da dor que sinto,
Corro desesperadamente.
As feridas do meu corpo que me causam tanta dor,
Fazem com que minha corrida se intensifique.
Sinto como se alguém me chibatasse como um burro velho.
A dor me causa a impressão de um enorme peso nas costas.
A velocidade de minha corrida diminui rapidamente.
E essa enorme chama que se aproxima.
Tento me apressar.
Mas quanto mais tento, mais lento é o meu caminhar.
Está chovendo pedras.
Pedras que caem sobre minha cabeça.
Estou me esvaindo em sangue.
Um sangue que jorra sem parar.
Um sangue inflamável,
Que ao se juntar ao fogo,
Entra em chamas.
Chamas que se espalham por todo meu corpo.
Chamas que me queimam.
Me queimam como se eu fosse um pedaço de papel.
E derrepente surge uma enorme onda,
Que arrasta tudo o que está à sua frente.
Até mesmo o meu corpo,
Que agora,
É apenas um pequeno monte de cinzas.
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